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A polimedicação, como o nome indica, é o consumo de vários medicamentos, ou substâncias biologicamente activas, em simultâneo.

Apesar de não haver um consenso sobre o número de substâncias que é necessário tomar para se estar polimedicado, a maior parte dos autores considera que quem toma cinco ou mais de cinco destas substâncias está polimedicado. Ora a polimedicação tem vindo a tornar-se um problema de extrema gravidade devido à sua prevalência na população sénior.

Os seniores tomam o dobro dos medicamentos dos jovens e têm o dobro das reacções adversas.

Num estudo recente efectuado pelo Dr. Michael Stern, no New York Presbyterian Hospital, constatou-se que a polimedicação é responsável por 28% de todos os internamentos hospitalares e que seria a 5ª causa de morte nos EUA, se fosse contabilizada como tal.

Aos medicamentos prescritos juntam-se depois os medicamentos de venda livre e os produtos da medicina alternativa, todos a interagirem de forma perigosa. Na maior parte dos casos o conjunto de substâncias activas consumidas por um doente não é escrutinado por nenhum profissional de saúde. Porque os medicamentos foram prescritos por médicos de diferentes especialidades ou porque o próprio doente foi adicionando produtos de venda livre ou substâncias naturais biologicamente activas aos medicamentos que já tomava e a lista foi crescendo sem controlo.

Segundo os responsáveis por um estudo concluído em 2008, conclui que os seniores em Portugal tomam uma média de sete medicamentos e foram detectados casos de pessoas a tomarem cerca de 17 medicamentos. Vamos portanto estar mais atentos à polimedicação.

Quem toma cinco ou mais medicamentos deve conversar com o seu médico ou farmacêutico sobre este problema e pensar numa revisão geral da terapêutica.

Nestas consultas procuramos também simplificar o modo de tomar os medicamentos.