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Se a polimedicação é um problema grave em todas as idades é nos seniores que os seus piores efeitos se fazem sentir.

Em primeiro lugar porque são eles que mais medicamentos tomam e em segundo lugar porque algumas alterações fisiológicas próprias da idade os tornam mais vulneráveis a reacções adversas.



A principal dificuldade é a diminuição e/ou a alteração da capacidade para metabolizar e eliminar substâncias biologicamente activas determinando níveis dos medicamentos no sangue inapropriados para a situação clínica e por vezes até tóxicos para o doente.

Vários medicamentos também podem competir entre si, diminuindo ou aumentando o efeito de cada um ou até de ambos de forma a provocar reacções adversas. Por outro lado a população sénior tem maior probabilidade de sofrer de doenças que podem afectar o modo como os medicamentos actuam e interagem entre si.

Um diurético para baixar a pressão arterial, por exemplo, pode agravar a diabetes ou descompensar uma insuficiência cardíaca. Por estes motivos incluímos neste site duas tabelas da maior importância:

1. Uma lista de medicamentos que devem ser evitados nos seniores, independentemente de quaisquer doenças que estejam presentes.

2. Uma lista de medicamentos que devem ser evitados, nos seniores, quando estes estão afectados por certas doenças.

Quando no decurso do tratamento de uma doença, nos seniores, surgem ou se agravam alguns sintomas muito frequentes nestes grupos etários devemos sempre pensar numa reacção adversa aos medicamentos. Estes sintomas podem ser: confusão, depressão, tonturas, vertigens, incontinência, perda da coordenação motora, quedas, perda de memória, boca seca ou desidratação.

Nestes casos impõe-se uma visita ao médico ou até uma revisão geral
terapêutica se o doente estiver a tomar 5 ou mais medicamentos.